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Alimentação

O segundo maior gasto e o mais influenciado pela logística regional

Média nacional
R$ 880
26% do custo total
Mín: R$ 560 · Máx: R$ 1.400

O que entra na conta de alimentação

Calculamos o custo mensal combinando supermercado (cesta básica ampliada para adulto com proteínas, frutas, legumes, laticínios e itens de limpeza doméstica) e refeições fora de casa, incluindo almoço no trabalho de segunda a sexta e delivery eventual aos fins de semana. A cesta básica do DIEESE serve como referência de preços regionais, mas ajustamos para o perfil de consumo da classe média, que vai além dos 13 itens tradicionais.

Por que alimentação importa na comparação

Alimentação varia conforme a oferta local, a logística de abastecimento e os hábitos alimentares regionais. Cidades no interior do Norte e Nordeste, mais distantes dos centros produtores, têm custos mais altos mesmo para itens básicos, pois o frete encarece tudo. Por outro lado, algumas cidades do interior do Sul e Sudeste próximas de polos agrícolas conseguem preços de hortifrúti e proteínas abaixo das capitais.

O peso de alimentação no Brasil

A média nacional de R$ 880 por mês em alimentação representa 26% do custo de vida. Esse percentual sobe nas cidades de menor renda per capita, onde o orçamento é mais apertado e a parcela destinada à comida é maior. O índice de Engel, clássico da economia, diz exatamente isso: quanto mais pobre a população, maior a fatia do orçamento que vai para alimentação.

Curiosidade

Belém tem a cesta básica mais cara da região Norte, influenciada pela distância dos polos produtores do Sul e Sudeste e pela cultura culinária local, que incorpora ingredientes como açaí, castanhas e frutos amazônicos com preços próprios de mercado regional.

Extremos de alimentação nas 135 cidades

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